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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dom Casmurro

      



Uns dizem que fora traído, outros alegam que não. Mas na realidade o que Machado de Assis quis e ainda quer mostrar-nos é a essencial ambigüidade que estrutura o texto.
Dom Casmurro assim alcunhado por um vizinho que sempre lê uns versos para ele dentro do trem, resolve escrever sobre a história da sua vida. Capitolina, tida por José Dias como uma moçoila possuidora de um olhar oblíquo e dissimulado, vem a conquistar o coração do nosso fraco Bentinho. Sim, fraco. Capitu no decorrer do livro mostra-nos o quanto é fria, calculista e não tem nada de ingênua.

Na realidade, a história contada pelo nosso seminarista Bento Santiago, ou Dom Casmurro, não passa de uma história banal. O que importa realmente é o romance e não a história que é contada. (Temo que algumas pessoas achem que romance e uma história de amor, sejam a mesma coisa).

Pensava eu, que as histórias machadianas, fossem mais banais, porque sempre chegam até mim para falar de Machado como um escritor detalhista e etc. Pelo menos não noto neste livro, o que me fora dito. Porém o livro é marcado por ora, por algumas digressões no meio do livro. Casmurro conta sua história, mas as vezes interrompe-nos para que paremos de ler o livro, ou mesmo para que ele possa nos contar algo que tenha deixado passar sem que lhe percebesse. Machado torna-se para mim a partir de agora um ponto para pesquisa da literatura brasileira.
 

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